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Você vive pra correr? Cuidado!

Matéria, publicada pela revista Runner’s World, fala sobre os efeitos colaterais da corrida, pois em excesso, tipo: “viver pra correr”, pode ser prejudicial à saúde física e emocional.

Como em tudo na vida, também na corrida, precisamos buscar o equilíbrio. A verdade é que correr faz tão bem para tanta gente, me incluo neste grupo, que acabamos priorizando, algumas (para não dizer muitas) vezes, até mesmo sem querer, a corrida em detrimento da nossa família, amigos, estudo, trabalho, rendimentos e etc.

Precisamos avaliar o nosso vício e continuar correndo muito, mas sempre na linha “CORRER PARA VIVER BEM” e não “VIVER PARA CORRER BEM”, esta última hipótese só deve ser considerada se você for um atleta profissional.

Vale super a pena a leitura, na íntegra, da matéria do Marcos Paulo Reis:

Corrida: modo de usar!

Esporte é altamente indicado para quem busca uma filosofia de vida que combine saúde, motivação,disposição e alegria. Entre os efeitos colaterais estão perda de peso, bom condicionamento cardiovascular, sentimento de prazer ao calçar o tênis e conquista de desafios. E ainda dá uma “turbinada” na vontade de comer direito. Mas isso se a prática for administrada corretamente, porque exargerar na dose pode levar a reações adversas.

Uma das mais comuns é a conversa monotemática. Quem sofre desse mal só fala em corrida, mesmo quando o assunto é, digamos, o cenário econômico e a alta do dólar, rapidamente associados ao encarecimento de acessórios esportivos.

Vida social, aliás, passa a existir apenas na memória. Sob o efeito dos excessos, recusar convites para happy hours, jantares, festas e casamentos deixa de ser uma escolha ponderada e tornase regra.

Afinal, é preciso emendar o trabalho com a academia e acordar cedo para encarar o treino no dia seguinte. Sem contar que baladas tornam-se tentações a serem banidas.

O policiamento indiscriminado do cardápio alheio é também um efeitocolateral indesejado. Se alguém ao lado come um brigadeiro, pode se preparar para ouvir um discurso sobre os malefícios dos carboidratos simples para a taxa de glicose no sangue e o acúmulo de gordura nas células adiposas.

Outras formas de identificar quem administra dosagens exageradas de treino são a mudança na motivação das viagens de lazer, que começam a ser definidas exclusivamente de acordo com o calendário de competições.

Mas talvez a reação adversa mais preocupante seja a síndrome da alta performance.

Acontece quando o amador está tão inebriado com as quantidades a mais de esporte que se considera um atleta profissional, mesmo que tenha começado a treinar há poucos meses como hobby e mesmo sem ter o preparo e o potencial para um dia chegar a um grupo de elite.

Nessa fase, é comum ignorar os sinais que o corpo dá, como dores, lesões recorrentes, cansaço permanente, imunidade sempre baixa e queda no rendimento.

Tem também a questão da interação “corridamentosa”. O esporte nunca é solitário, porque as escolhas que um atleta faz afetam a vida familiar, mais até que a social.

Se o sujeito passa mais tempo com o treinador que com a mulher ou se ele se empolga mais com as pistas que com a companhia dela, é sinal de que é preciso diminuir a dose.

Portanto preste atenção aos sintomas. Se eles forem persistentes – e não apenas um período específico de dedicação saudável –, podem indicar um quadro de má administração. O esporte, para quem não vive dele, tem de trazer bem-estar, e não dor; tem de unir os amigos, e não separar.

O tratamento mais eficaz é ter em mente que a diferença entre o remédio e o veneno é justamente a dose.

Fonte: Runner’s World

E você, vive pra correr?
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Roberta Binatti
Roberta Binatti
Corro para dar conta da correria do dia a dia. Adoro correr, falar e escrever sobre corridas! Tenho 43 anos, sou administradora do site Todo Mundo Corre, formada em administração e mestra em sistemas de gestão.

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