A Nutrição no Treino Invisível, com o Nutricionista Gilmar Ramos
TMCast 03 – A Nutrição no Treino Invisível, com o Nutricionista Gilmar Ramos
30/08/2019
Passagens aéreas e viagem - uma combinação que pode ser perfeita se você souber comprar
Passagens aéreas e viagem: uma combinação que pode ser perfeita se você souber comprar
13/09/2019
Exibir tudo

Plogging: a corrida em prol do meio ambiente

Imagina praticar uma atividade física que faz bem para o seu corpo e ajuda a cuidar do meio ambiente ao mesmo tempo.

Trata-se do plogging, esporte que combina corrida e coleta de lixo. A nova forma de se exercitar chamou atenção de atletas na Suécia, já se espalhou pela Europa e cada vez mais ganha adeptos ao redor do mundo – principalmente aqui no Brasil.

O termo plogging vem da junção de duas palavras: “plocka upp” (recolher em sueco) e jogging (correr em inglês). Tudo começou quando o ambientalista Erik Ahlström se mudou para Estocolmo em 2016.

Desconfortável com a sujeira encontrada na capital sueca, ele decidiu organizar pelo Facebook grupos de corrida equipados com luvas e sacos de lixo.

A ideia deu tão certo que já foram criados mais de 200 eventos de caminhadas e corridas ar livre para recolher o lixo das ruas em diferentes cidades por lá.

Em 2018, a palavra plogging teve mais de 2 milhões de buscas no Google e virou fenômeno mundial. Estima-se que na Índia, mais de 10 mil pessoas praticam regularmente o novo esporte, mas são os mexicanos que detém um recorde mundial.

No dia 08 de dezembro de 2018, mais de duas mil pessoas ‘plogaram’ na cidade de Hermosillo. A novidade tem feito tanto sucesso que Erik recebeu convites para levar o plogging aos Estados Unidos, África do Sul, Hong Kong, China e Equador.

Benefícios

Segundo Erik Ahlström, quem pratica plogging queima mais calorias que uma corrida normal. Isso porque a atividade incorpora movimentos como agachamento e requer força no braço para segurar o lixo.

“30 minutos de plogging equivale a uma perda de 288 calorias em média contra apenas 235 de uma corrida simples”, explica Erik.

Plogging no Brasil

Pegar o lixo do chão não é uma prática muito popular entre os brasileiros, mas os corredores amadores Camila Alvarenga e Flávio Silveira praticavam plogging antes mesmo de saberem que o termo já existia.

Além de dividirem a paixão pela corrida, a engenheira mecânica e o médico homeopata ajudam a promover a corrida sustentável em suas cidades.

Moradora de São Paulo, Camila sempre recolhia os resíduos que encontrava em seu caminho. Inconformada com o desrespeito das pessoas com o meio ambiente, decidiu criar o Plogging SP.

Camila Alvarenga

Camila Alvarenga. Imagem: Instagram @ploggingsp

Com a ajuda das redes sociais, ela divulga os grupos de plogging duas vezes por mês e outras ações de limpeza de ruas, avenidas e praças.

“Nós podemos de forma simples contribuir para que nossa cidade seja menos poluída e agradável”, conta a engenheira.

 

Plogging

Flávio Silveira. Imagem: arquivo pessoal.

Flávio Silveira descobriu o plogging ao ler uma matéria em 2016, mas já costumava recolher lixo do chão durante os treinos, trilhas e provas de corrida tanto em Porto Alegre, onde mora, quanto no exterior.

“Em 2014, por exemplo, numa competição do Chile, recolhi diversas embalagens plásticas de carbogel que certamente estariam por lá até hoje. Às vezes, a sensação é de ser uma luta inglória. O lixo aumenta cada vez mais” desabafa o médico que já fez ultramaratonas.

Mas Flávio e outros amigos querem mudar esse panorama. Eles sempre participam de atividades de plogging na cidade, como as que o grupo de corrida Raiz Trail organiza.

“Sempre que tenho a oportunidade, divulgo esta prática e já sou reconhecido como um dos incentivadores deste hábito. Não é modismo, é estilo de vida”, disse o médico.

Flávio Silveira

Flávio Silveira. Imagem: arquivo pessoal.

 

Marcos Abreu Oliveira
Marcos Abreu Oliveira
Jornalista, maratonista e voluntário da Make-A-Wish Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *