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Economia de corrida – Você sabe o que é?

Economia de corrida. Você sabe o que é?

A economia de corrida (EC) pode ser definida como o custo de oxigênio (VO2) para uma dada velocidade submáxima de corrida ou distância percorrida, ou seja, é o nome dado à maior redução de gasto de energia possível para correr em uma determinada velocidade, tornando o corredor capaz de correr grandes distâncias com menor esforço.

O atleta terá melhorado sua economia de corrida se tiver diminuído o seu consumo de oxigênio (l/min) para uma mesma velocidade, ou seja, basicamente, trata-se de se tornar um corredor mais eficiente.

O atleta com maior economia de corrida consegue manter velocidades elevadas por mais tempo em função do menor custo energético e de uma utilização mais eficiente do oxigênio para produzir energia.

Tradicionalmente, o consumo máximo de oxigênio (VO2 máx) tem sido utilizado para o diagnóstico da aptidão de atletas participantes de provas predominantemente aeróbias. Isso se deve ao fato do VO2 máx refletir o limite superior da capacidade humana em transferir a energia química para mecânica mediante o metabolismo oxidativo. Contudo, estudos mais recentes indicaram que o VO2 máx não era sensível às melhoras do desempenho de corredores de provas de longa duração.

Tem-se demonstrado que uma EC superior é capaz de compensar os valores inferiores do VO2 máx, pois os atletas mais econômicos são capazes de sustentarem intensidades submáximas mais elevadas durante uma competição.

A ideia é conseguir correr mais quilômetros por mililitro de oxigênio. Atualmente, vários pesquisadores consideram a economia de corrida, a variável que melhor determina performance em provas de endurance (resistência). Entretanto, o maior desafio é identificar e intervir nos fatores capazes de alterar a economia de corrida.

Como melhorar ou aprimorar nossa economia de corrida?

Na prática, como falamos anteriormente, trata-se de gastar menos calorias para uma mesma velocidade e esforço.

Além do nível de treinamento diversos fatores podem interferir na EC, tais como: Idade, sexo, composição corporal, capacidade muscular de armazenar energia, tipos de fibras musculares predominantes, alterações posturais, tipos de pisada, assim como a própria diferença no estilo de corrida de cada um, entre outros.

O aprimoramento da mecânica de movimento realizando o treinamento específico (própria corrida) associado aos exercícios educativos e a correção de eventuais erros e desajustes demonstram ser um grande aliado para o aprimoramento da EC. Para tal, é de suma importância o acompanhamento e a orientação de profissionais qualificados (Profissional de educação física e fisioterapeuta).

Analisando à nível da fisiologia do exercício, ser mais econômico pode diminuir o risco de lesões uma vez que um maior número de fibras musculares é recrutado, além de sobrar mais energia para uma maior força explosiva.

Estudos mostram algumas estratégias para melhorar sua economia na corrida:

  • Aumento do volume de corrida (Aumentos modestos no volume favorecem uma chegada maior de oxigênio nos músculos);
  • Manutenção do ritmo à sua percepção de esforço (Alterar o ritmo torna-se menos econômico do que realizar a corrida em velocidade constante, pois oscilações na velocidade implicam em maior energia gasta para frenagem e aceleração). Vale lembrar que esse não é o único fator que determina uma estratégia de corrida, onde alguns corredores que oscilam esse ritmo durante as provas obtém bons êxitos;
  • Correr em subidas (As subidas recrutam um maior número de fibras musculares que terrenos planos, ajudando a melhorar a economia de corrida);
  • Aumento da força e potência (Aumenta a capacidade do músculo suportar o estresse mecânico, proporcionando uma capacidade maior de acumular e restituir energia elástica e possivelmente aumentando a eficiência mecânica). Exercícios pliométricos são uma excelente opção;
  • Evite saltitar durante a corrida (Os deslocamentos verticais contribuem negativamente na economia de corrida. Óbvio que não há como correr sem realizar nenhum deslocamento vertical mas é importante que tais movimentos sejam minimizados. Quanto maior a quantidade de movimentos verticais durante a corrida, maior é o gasto energético com suporte e equilíbrio).

Para a adequação e realização dessas estratégias o corredor deve ser acompanhado e orientado pelo seu treinador. Somente um profissional qualificado é capaz de mensurar o cenário ideal para que cada estratégia aconteça direcionado aos seus objetivos e capacidades.

 

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Dr. Luis Henrique Martins
Dr. Luis Henrique Martins
Fisioterapeuta|CREFITO2:222912-F. Sou sócio e fundador do consultório Life Fisio Fisioterapia. Atendo nas áreas de fisioterapia esportiva (prevenção, reabilitação e recovery), traumatoortopédica, neurológica e geriátrica realizando um trabalho individual e personalizado para todos os atletas/clientes de acordo com suas necessidades e objetivos, através de diversas técnicas como terapia manual, agulhamento a seco (Dry Needling), bandagens funcionais, liberação miofascial entre diversas outras. Atuo também em parceria com o site Todo Mundo Corre e outras instituições esportivas.

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